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sábado, 24 de setembro de 2016

SOBRE AS MUDANÇAS NO ENSINO MÉDIO: MAIS UM GLACÊ E ALGUNS MORANGUINHOS SOBRE O APODRECIDO BOLO EDUCACIONAL.



Logo pela manhã recebi, em meu whatsapp, uma mensagem que me solicitava um comentário sobre minha opinião a respeito das mudanças do Ensino Médio. A mensagem dizia:

“Oi Ely, o MEC divulgou hoje, mudanças no currículo do ensino médio e enalteceu a importância de melhorar a formação do professor.  A mudança do currículo, pelo que entendi , seria dividi-lo em duas etapas : a 1ª seria comum a todos e a 2ª poderia ser escolhida pela aptidão do aluno, entre humanas e exatas. Muito parecido como era no nosso tempo em que escolhíamos entre científico , clássico e escola normal. Só que agora estão propondo uma primeira etapa única antes da escolha por aptidão.  O que vc acha ? Seria uma volta ao passado ? Como foi o fim da aprovação automática ? Eu sinceramente pensei que eles fossem mexer antes,  no currículo do Fundamental. Bjs”

Já que você me faz muitas perguntas em um só texto vou procurar lhe explanar meu ponto de vista:

1-Toda mudança sob decreto é ditadura e isto não me agrada. Alguns dizem que o decreto era a única maneira do Senado e população discutirem... Que absurdo! É lógico que não, se uma mudança de lei seguisse os caminhos da democracia é que seus quesitos seriam amplamente discutidos. Aliás, esta necessidade vem desde que o Brasil condena ao Vale do NEM (nem trabalha e nem estuda) dois milhões de jovens por ano e a discussão vem desde o governo Dilma https://m.youtube.com/watch?sns=fb&v=cpkZ597aw_o  , a urgência agora está justificada no item 2 a saber:

K2-Desde 2011 os grandes parques gráficos internacionais (Pierson - Kroton) se aportaram por aqui comprando editoras e franquias. http://elypaschoalickeosprofessores.blogspot.com.br/2011/01/tecnologia-na-educacao-i-sistema-de.html
Há pouco mudaram até a lei da proporcionalidade de quotas estrangeiras diminuindo a exigência das quotas nacionais. A última negociação foi com a gráfica Editora Saraiva e falaram publicamente e claramente que era um passo muito importante para apostilar as universidades.

3- Quem está por trás deste decreto e que já vinha há tempos estudando e discutindo com os educadores sobre “idade certa para alfabetização”, “currículo único da educação” e outras políticas públicas é o movimento <Todos pela Educação> que é financiado pelos cinco maiores bancos do Brasil, demonstrando mais uma vez que o interesse é comercial e não pedagógico.

4- Quem exige o aumento da carga horária de meio período para período integral é o Banco Mundial e VAI TER QUE SER E PONTO. O que os políticos criaram depois de muito pensar sobre como fazer esta mudança gastando o mínimo possível, criaram um PNE (Plano Nacional de Educação ) onde além de determinar que período integral é composto por 6 horas; criou a estratégia de fazer aos poucos ou seja 105 para o ano de x, y% para o ano de ... até que em 2027 prometemos ter todos estudando em período integral de seis horas.
Até lá a ideia governamental é usar voluntários, no Fundamental usam o dinheiro do + educação; do + cultura e agora, pelo menos no estado de Minas, contrataram oficineiros e proibiram fazer reforço ou lição de casa no contra turno, mesmo de 8 horas, com a justificativa de que cansa os meninos, porém assim não precisa de ter professores, basta cuidadores. Então sobre período integral  penso que o governo vai gastar talvez em refeitório e comida porque para as duas horas a mais vai colocar horário de refeição descanso e uma Oficina de preferência com voluntários. Mais ou menos como fizeram no tempo dos oito anos do fundamental virarem nove. Trocaram apenas o nome.

5- Falando em voluntários, outro dia em visita a uma escola técnica profissionalizante de São Paulo, o coordenador me explicava que era muito difícil poder contratar alguém para as Oficinas de jardinagem, carpintaria, aquecimento solar, pois os que sabiam não eram formados e os que eram formados não sabiam ou não queriam dar jardinagem. Com esta medida provisória a problemática deste coordenador de não poder dar, com dinheiro público, uma “ajuda de custo” ou um “agrado” ao jardineiro que virou professor, sabem porque? Porque a medida provisória introduz o “notório saber”. Será possível contratar professores que tenham “notório saber” em determinada área do conhecimento, mesmo que não seja formado na área.

E mais uma vez os professores são aviltados, desvalorizados, substituídos... Ai,ai,ai! Me lembrei de uma certa propaganda onde o homem que estava em uma arquibancada torcendo em um jogo de futebol descia da arquibancada e de repente estava dentro de uma quadra de esporte dando aula de educação física e aparecia um “@amigos da escola” . Então, relembrou? Era uma propaganda de um dos Bancos que patrocina o “Todos pela Educaçao”. 



5- A ideia defendida pela medida provisória é entre o primeiro ano e o segundo, ou após seis meses, fazer um redirecionamento para universidades ou cursos técnicos. Será que não anteciparão o inferno que é o vestibular para estes adolescentes? Terão nossos meninos de 14,15 anos maturidade para escolher se vão para curso técnico ou para universidade.
Nosso consolo é que na Alemanha tal direcionamento é feito aos 9 anos o que corresponde a uma condenação: condenar o alemãozinho a ir para uma universidade ou ser um técnico a partir de sua performance na infância. Triste herança do seletivo Hitler. Aqui pelo menos a desilusão será aos 15 anos juntinho com a condenação para ter um ensino superior ou técnico.

6- O MEC dar ênfase a formação do professor é bem compreensível pois na compra da Saraiva foi publicado que o interesse era APOSTILAR os cursos universitários como já se faz em várias franquias como por exemplo na Estácio de Sá que é uma universidade de grupo estrangeiro.

7- Acabar com a Educação Física e Artes dos adolescentes é acabar com as habilidades,  criatividade e sensibilidade dos estudantes. Ainda mais os adolescentes que tanto gostam de teatralizar, cantar, correr, jogar...

Justificaram que nem todas as escolas estão preparadas para a prática esportiva e não ministram a carga horária necessária a estas matérias. Fiquei pensando que é quase a mesma coisa de uma assistente social solicitar o CORTE DA ÁGUA de uma casa onde os membros da família estão adoentados porque não tomam banho e nem escovam os dentes ...

É o FEBEAP Festival de Besteiras que Assola o Pais.

E o que é pior, assola o país de Paulo Freire, esta pátria que continua com o impassível busto de bronze do professor mundialmente reconhecido, que com seus olhos profundos contempla tudo da porta do prédio do MEC em Brasília.


CONCLUINDO: continua tudo na mesma! Menos, é claro o bolso dos proprietários da Time e outras publicações internacionais juntamente com os daqueles animaizinhos que o Jô Soares carregava dentro de uma gaiola na década de oitenta, no Viva o Gordo, o corrupto. NÃO BASTA COMBATER A CORRUPÇÃO, É PRECISO PREVENI-LA.

 As medidas deste DECRETO são medidas que chamo de "colocar o glacê no bolo e alguns moranguinhos”. 


O problema é que o bolo da educação está velho, embolorado,  solado e apodrecido pela divisão de séries, faixa etária, aula frontal onde o centro é o professor, aulas coletivas, conteúdos fragmentados impostos e separados, estudos impostos e objetivando aprovação em provas externas e todas as amarras que fizeram e vêm fortalecendo os nós que amarram e prendem os estudantes, desde o século XVIII – XIX aos moldes do exército da Prússia, criando soldados que não pensam e obedecem, obedecem, obedecem.

Para mim, este decreto é apenas mais um passo ditatorial que afastará o estudante do prazer de estudar e da capacidade de pensar.

Meu consolo é que nesta semana estaremos reunindo mães com filhos pequenos que não querem seus filhos com dor de barriga e vômito cultural porque comeram deste bolo envelhecido e iremos, com elas, construir uma Comunidade de Aprendizagem.



Somos Românticos Conspiradores e cremos que ainda há esperança para construir o novo anunciado no III Manifesto pela Educação: Mudar a Escola, Melhorar a Educação, Transformar um País.      HTTP://curto.co/3manifesto
ElyPaschoalick
Se lhe serviu para alguma reflexão, divulgue e leia também o artigo: http://elypaschoalickeosprofessores.blogspot.com.br/2016/09/mudar-e-dificil-fingir-que-muda-e-mais.html


SOBRE AS MUDANÇAS NO ENSINO MÉDIO: MAIS UM GLACÊ E ALGUNS MORANGUINHOS SOBRE O APODRECIDO BOLO EDUCACIONAL.



Logo pela manhã recebi, em meu whatsapp, uma mensagem que me solicitava um comentário sobre minha opinião a respeito das mudanças do Ensino Médio. A mensagem dizia:

“Oi Ely, o MEC divulgou hoje, mudanças no currículo do ensino médio e enalteceu a importância de melhorar a formação do professor.  A mudança do currículo, pelo que entendi , seria dividi-lo em duas etapas : a 1ª seria comum a todos e a 2ª poderia ser escolhida pela aptidão do aluno, entre humanas e exatas. Muito parecido como era no nosso tempo em que escolhíamos entre científico , clássico e escola normal. Só que agora estão propondo uma primeira etapa única antes da escolha por aptidão.  O que vc acha ? Seria uma volta ao passado ? Como foi o fim da aprovação automática ? Eu sinceramente pensei que eles fossem mexer antes,  no currículo do Fundamental. Bjs”

Já que você me faz muitas perguntas em um só texto vou procurar lhe explanar meu ponto de vista:

1-Toda mudança sob decreto é ditadura e isto não me agrada. Alguns dizem que o decreto era a única maneira do Senado e população discutirem... Que absurdo! É lógico que não, se uma mudança de lei seguisse os caminhos da democracia é que seus quesitos seriam amplamente discutidos. Aliás, esta necessidade vem desde que o Brasil condena ao Vale do NEM (nem trabalha e nem estuda) dois milhões de jovens por ano e a discussão vem desde o governo Dilma https://m.youtube.com/watch?sns=fb&v=cpkZ597aw_o  , a urgência agora está justificada no item 2 a saber:

K2-Desde 2011 os grandes parques gráficos internacionais (Pierson - Kroton) se aportaram por aqui comprando editoras e franquias. http://elypaschoalickeosprofessores.blogspot.com.br/2011/01/tecnologia-na-educacao-i-sistema-de.html
Há pouco mudaram até a lei da proporcionalidade de quotas estrangeiras diminuindo a exigência das quotas nacionais. A última negociação foi com a gráfica Editora Saraiva e falaram publicamente e claramente que era um passo muito importante para apostilar as universidades.

3- Quem está por trás deste decreto e que já vinha há tempos estudando e discutindo com os educadores sobre “idade certa para alfabetização”, “currículo único da educação” e outras políticas públicas é o movimento <Todos pela Educação> que é financiado pelos cinco maiores bancos do Brasil, demonstrando mais uma vez que o interesse é comercial e não pedagógico.

4- Quem exige o aumento da carga horária de meio período para período integral é o Banco Mundial e VAI TER QUE SER E PONTO. O que os políticos criaram depois de muito pensar sobre como fazer esta mudança gastando o mínimo possível, criaram um PNE (Plano Nacional de Educação ) onde além de determinar que período integral é composto por 6 horas; criou a estratégia de fazer aos poucos ou seja 105 para o ano de x, y% para o ano de ... até que em 2027 prometemos ter todos estudando em período integral de seis horas.
Até lá a ideia governamental é usar voluntários, no Fundamental usam o dinheiro do + educação; do + cultura e agora, pelo menos no estado de Minas, contrataram oficineiros e proibiram fazer reforço ou lição de casa no contra turno, mesmo de 8 horas, com a justificativa de que cansa os meninos, porém assim não precisa de ter professores, basta cuidadores. Então sobre período integral  penso que o governo vai gastar talvez em refeitório e comida porque para as duas horas a mais vai colocar horário de refeição descanso e uma Oficina de preferência com voluntários. Mais ou menos como fizeram no tempo dos oito anos do fundamental virarem nove. Trocaram apenas o nome.

5- Falando em voluntários, outro dia em visita a uma escola técnica profissionalizante de São Paulo, o coordenador me explicava que era muito difícil poder contratar alguém para as Oficinas de jardinagem, carpintaria, aquecimento solar, pois os que sabiam não eram formados e os que eram formados não sabiam ou não queriam dar jardinagem. Com esta medida provisória a problemática deste coordenador de não poder dar, com dinheiro público, uma “ajuda de custo” ou um “agrado” ao jardineiro que virou professor, sabem porque? Porque a medida provisória introduz o “notório saber”. Será possível contratar professores que tenham “notório saber” em determinada área do conhecimento, mesmo que não seja formado na área.

E mais uma vez os professores são aviltados, desvalorizados, substituídos... Ai,ai,ai! Me lembrei de uma certa propaganda onde o homem que estava em uma arquibancada torcendo em um jogo de futebol descia da arquibancada e de repente estava dentro de uma quadra de esporte dando aula de educação física e aparecia um “@amigos da escola” . Então, relembrou? Era uma propaganda de um dos Bancos que patrocina o “Todos pela Educaçao”. 



5- A ideia defendida pela medida provisória é entre o primeiro ano e o segundo, ou após seis meses, fazer um redirecionamento para universidades ou cursos técnicos. Será que não anteciparão o inferno que é o vestibular para estes adolescentes? Terão nossos meninos de 14,15 anos maturidade para escolher se vão para curso técnico ou para universidade.
Nosso consolo é que na Alemanha tal direcionamento é feito aos 9 anos o que corresponde a uma condenação: condenar o alemãozinho a ir para uma universidade ou ser um técnico a partir de sua performance na infância. Triste herança do seletivo Hitler. Aqui pelo menos a desilusão será aos 15 anos juntinho com a condenação para ter um ensino superior ou técnico.

6- O MEC dar ênfase a formação do professor é bem compreensível pois na compra da Saraiva foi publicado que o interesse era APOSTILAR os cursos universitários como já se faz em várias franquias como por exemplo na Estácio de Sá que é uma universidade de grupo estrangeiro.

7- Acabar com a Educação Física e Artes dos adolescentes é acabar com as habilidades,  criatividade e sensibilidade dos estudantes. Ainda mais os adolescentes que tanto gostam de teatralizar, cantar, correr, jogar...

Justificaram que nem todas as escolas estão preparadas para a prática esportiva e não ministram a carga horária necessária a estas matérias. Fiquei pensando que é quase a mesma coisa de uma assistente social solicitar o CORTE DA ÁGUA de uma casa onde os membros da família estão adoentados porque não tomam banho e nem escovam os dentes ...

É o FEBEAP Festival de Besteiras que Assola o Pais.

E o que é pior, assola o país de Paulo Freire, esta pátria que continua com o impassível busto de bronze do professor mundialmente reconhecido, que com seus olhos profundos contempla tudo da porta do prédio do MEC em Brasília.


CONCLUINDO: continua tudo na mesma! Menos, é claro o bolso dos proprietários da Time e outras publicações internacionais juntamente com os daqueles animaizinhos que o Jô Soares carregava dentro de uma gaiola na década de oitenta, no Viva o Gordo, o corrupto. NÃO BASTA COMBATER A CORRUPÇÃO, É PRECISO PREVENI-LA.

 As medidas deste DECRETO são medidas que chamo de "colocar o glacê no bolo e alguns moranguinhos”. 


O problema é que o bolo da educação está velho, embolorado,  solado e apodrecido pela divisão de séries, faixa etária, aula frontal onde o centro é o professor, aulas coletivas, conteúdos fragmentados impostos e separados, estudos impostos e objetivando aprovação em provas externas e todas as amarras que fizeram e vêm fortalecendo os nós que amarram e prendem os estudantes, desde o século XVIII – XIX aos moldes do exército da Prússia, criando soldados que não pensam e obedecem, obedecem, obedecem.

Para mim, este decreto é apenas mais um passo ditatorial que afastará o estudante do prazer de estudar e da capacidade de pensar.

Meu consolo é que nesta semana estaremos reunindo mães com filhos pequenos que não querem seus filhos com dor de barriga e vômito cultural porque comeram deste bolo envelhecido e iremos, com elas, construir uma Comunidade de Aprendizagem.



Somos Românticos Conspiradores e cremos que ainda há esperança para construir o novo anunciado no III Manifesto pela Educação: Mudar a Escola, Melhorar a Educação, Transformar um País.      HTTP://curto.co/3manifesto
ElyPaschoalick
Se lhe serviu para alguma reflexão, divulgue e leia também o artigo: http://elypaschoalickeosprofessores.blogspot.com.br/2016/09/mudar-e-dificil-fingir-que-muda-e-mais.html


domingo, 22 de maio de 2016

CANETADA DECEPA JAQUES DELORS - LEI DA MORDAÇA

Pergunto estarrecida: como podem decepar alguém ou alguma coisa com uma canetada?

Sim, é possível! 
Os vereadores de Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul (estado fundado no período da ditadura militar-1977) se reuniram em março de 2016 e colocaram uma mordaça na boca dos professores reduzindo-os a simples repetidores conteudistas, decretando a proibição de ser colocado em conversa dentro do recinto escolar política, religião e gênero (novo apelido do sexo). 



Por incrível que pareça, na “Cidade Morena” não se pode falar que Jovens negros são as principais vítimas da violência e têm 2,5 vezes mais chances de serem assassinados no Brasil do que jovens brancos; na cidade mais arborizada do Brasil não se pode falar de políticas públicas, e aí por diante, bota incrível nisto!
Mas, incrível mesmo é deceparem o famosíssimo trabalho realizado por Jaques Delors, a mando da UNESCO, no final do século XX sobre as tendências educacionais na educação do mundo (menos em Campo Grande)  para o século XXI, conhecidos e defendidos mundialmente como os 4 Pilares da Educação: Aprender a SER, a CONVIVER, a APRENDER e a FAZER.
Tudo indica que os dois primeiros foram abolidos por unanimidade pela Câmara Municipal de Campo Grande, pois como ensinar a SER GENTE e a CONVIVER com gente se não podemos conversar sobre o que gente é, sente, pensa, faz, crê...
A lei municipal que será obrigatoriamente exposta em local visível em todos os estabelecimentos de ensino seja ele público ou privado do município de Campo Grande (700 mil habitantes), tem em seu quarto artigo as palavras "justa - profundidade e seriedade" descritas em texto tão subjetivo que haveria necessidade de amplo debate entre juristas, mestres educacionais, teólogos, psicólogos, matemáticos, cientistas e sociólogos para que as mesmas fossem quantificadas de maneira a serem consideradas exatas apresentando um mínimo de equidade, neutralidade ou imparcialidade: "IV - Ao tratar de questões políticas, sócio-culturais e econômicas, o professor apresentará aos alunos, de forma justa – isto é, com a mesma profundidade e seriedade –, as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas concorrentes a respeito".


                              Pensarão estes nobres vereadores que professores e alunos já são robôs?

Oriento a estes pobres professores que filmem suas aulas e suas conversas com os alunos para que possam ter direito a ampla defesa se punidos forem por esta lei que, coincidentemente, foi aprovada no dia em que se comemora em nossa Nação a implantação da Ditadura Militar popularmente conhecida como “Revolução Redentora”.
Será que esta será uma tendência mundial? Campo Grande que é descrito na Wikipédia como local de maior influência cultural da região terá mesmo este poder de liderança?
Epa, pera aí, falar em liderança num ambiente onde é proibido conversar outros assuntos que não sejam matemática, geografia, português, ciências, história; epa! Ensinar ciências sem falar em hipóteses? História sem falar em política... Acho que os professores de lá precisarão desenvolver uma inteligência analógica extraordinária para conseguirem esta façanha histórica.
Se eles puxaram a inteligência dos vereadores isto vai ser fácil, pois os mesmos aproveitaram e colocaram na mesma lei da mordaça a questão religiosa da criação do mundo, proibindo o ensino do evolucionismo aos estudantes, fato que muito agrada aos religiosos que pretendem fazer da religião um ópio para o povo. Ao contrário dos religiosos que respeitam e praticam o que está escrito em Romanos capítulo 12versículo 1 e estimulam seus fieis a estudarem profundamente teologia. 

E para os vereadores conquistarem os votos dos considerados por eles como "pessoas que respeitam a família" e angariarem os votos dos religiosos, dão o golpe de misericórdia, alegando que permitirão orações consideradas universais como o decorado “Pai e Nosso”.
Como estes nobres senhores não sabem nem sequer o significado da expressão “universal às religiões”.
Conhecerão eles a Constituição Brasileira?



quinta-feira, 31 de março de 2016

ALERTA SOBRE SISTEMAS DE ENSINO E AS GRÁFICAS ESTRANGEIRAS QUE APORTAM EM NOSSA PÁTRIA EDUCADORA


Venho escrevendo e alertando sobre apostilas serem comercializadas como sendo SISTEMAS DE ENSINO. Isto vem me preocupando desde 1980 e considero fatos significativos que muito me preocupam as últimas notícias sobre o uso de apostilas em universidades de formação de professores.

No lugar de Mudarem a Escola, mudam os livros e consideram que estão modificando o SISTEMA ESCOLAR melhorando sua qualidade. Pude constatar, através de visitas e entrevistas com estudantes adolescentes suecos, em 2011 o quanto a qualidade da rede pública da Suécia, caiu com a chegada do domínio das apostilas Sistemas de Ensino que transformaram as escolas em usuárias de apostilas com cara de livros.

Tenho medo também de que este movimento de Currículo Único Nacional (BNCCE) sirva de base para mudar todos os livros de nossa rica Pátria Educadora e introduzir de vez as obras editadas e impressas por este parque gráfico estrangeiro que aportou por estas paragens.

Hoje, março de 2016, pela primeira vez ouvi um eco para minha voz quando li considerações de José Pacheco, Denise Vilardo e Regina Potenza conversando com nosso amigo André Stábile em um e-mail coletivo de troca de ideias do Movimento Românticos Conspiradores cujo endereço para quem quer participar está aberto e é:
rc@lists.aquifolium.biz

Para poder comunicar e registrar meus temores vou transcrever aqui alguns parágrafos que escrevi ao longo destes últimos 15 anos desde a compra das principais franquias brasileiras como COC, Dom Bosco, pela Pearson americana, editora da revista Time.

15 anos se passaram e com tristeza posso complementar este artigo em 2016 constatando que a propagação e validação do Sistemas de Ensino vulgo Apostila, está indo de "vento em  popa" e como expressão do sucesso podemos observar sobre a venda da Editora Saraiva e o Somos Educação ser um grupo estrangeiro dominando o mercado didático brasileiro e agora entrando nas universidade para perpetuarem o sistema e fazerem a cabeça dos novos formandos de que livro do sistema é o melhor.
Para quem quer ler sobre a transação milionária que foi autorizada modificando a lei de porcentagem de capital nacional nas indústrias dentro do território nacional, o link é:

http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/cade-aprova-compra-da-saraiva-pela-somos-educacao

Esta modificação de leis, prática criticada e denunciada no livro  "Revolução dos Bichos" de  George Orwell, é o que produz esta quantidade de normativas que rodeiam e remendam nossa lei de diretrizes de base que desde 1972 tenta considerar o Ensino Fundamental como um TODO e as normativas ainda o conserva como um curso em duas fases como antes de 72, tempo em que se chamavam primário e ginásio e hoje chamam-se Fund I e Fund II.


Em 2011, dois anos antes do nosso III Manifesto pela educação escrevi este artigo
http://uipi.com.br/colunas/2011/01/07/tecnologia-na-educacao-i-sistema-de-ensino-ou-coletanea-de-apostilas/
onde denuncio e alerto para a entrada das gráficas estrangeiras em nosso BRASIL.

Hoje, março de 2016, pela primeira vez ouvi um eco a minha voz e preocupações em um  nestes e-mails e resolvi escrever um complemento que havia trocado por e-mail com Regina Potenza sobre o risco de termos universidades formando reprodutores de ensinagem através das páginas de uma apostila.


Resolvi então republicar meu artigo escrito para uma plataforma da TV Vitoriosa (repetidora da SBT do Triângulo Mineiro) e publicar tudo em meu blog cidadã na esperança de encontrar outros cérebros cidadãos que ouvirão meus clamores e farão parte do batalhão que vai colocar a "boca no trombone" e alertar a Pátria Educadora que há OUTRAS MANEIRAS DE FAZER DIFERENTE COM MUITO MAIS EFICIÊNCIA DO QUE SE FAZIA NO SÉCULO XIX.

domingo, 27 de março de 2016

Carta ao jornalista Ademir Reis

Ademir Reis de Uberlândia - MG
Saudações ao jornalista amigo que acompanha minha trajetória educacional desde as décadas de 70 e 80 quando teve seus três filhos e sobrinhas estudando em minha escola Polyana e posteriormente Colégio Anglo-Polyana.
Sou grata pela edição do jornal Gazeta de Uberlândia que você me enviou. 
É muito bom ter noticias de Uberlândia principalmente nesta fase em que me encontro trabalhando em São Paulo no espraiamento do III Manifesto pela Educação, movimento nacional de educadores que anseiam Mudar a Escola, Melhorar a Educação, Transformar um País.

É um absurdo a pátria de Paulo Freire, Anísio Teixeira, Eurípedes Barsanulfo, Florestan Fernandes e tantos outros cientistas da educação possuir uma escola que exclui 3 milhões de jovens por ano, condenando-os ao vale do Nem <nem estuda e nem trabalha> e possuir 30 milhões de analfabetos.

 Absurdo maior ainda é vermos na mídia propagandas enganosas dizendo que nossa educação está em pleno progresso, que somos “Cidade Educadora”; “Pátria Educadora” e que fizemos muitos avanços quando na verdade nem sequer a obediência legal de oferecer vagas a todas as crianças ainda cumprimos. Tais propagandas levam a população a acreditar que qualidade educacional, que investir em educação é ofertar vagas, professores e prédios escolares.
Desta maneira a população engole abusos autoritários, abandonos pré-conceituosos, diagnósticos que provocam exclusão, em nome de “não perder a vaga”.


Fernando Azevedo escreveu o I e II Manifesto pela Educação que foram sufocados pelas ditaduras Vargas e Militar, Deus me presenteou com a honra de ser a organizadora do III Manifesto e enquanto tiver forças para reunir pessoas, dedos para escrever denunciando os absurdos educacionais e voz para falar que é possível fazer diferente, estarei nesta peleja.
Estas são fotos de nossas reuniões em São Paulo, onde estávamos organizando estratégias para promover discussões sobre o terceiro manifesto em diferentes cidades brasileiras. 



Abraços e parabéns pelo novo visual do Jornal Gazeta de Uberlândia, belo trabalho. 
ElyPaschoalick



sábado, 20 de fevereiro de 2016

Refletindo sobre de quem é a culpa dos filhos não aprenderem


A educadora e consultora em comportamento humano, Ely Paschoalick, sugere que no lugar de ficarem bancando Pôncio Pilatos e lavando as mãos do problema na procura de culpados, que conheçam e pratiquem as possíveis soluções para Mudar a Escola, Melhorar a Educação: Transformar um País – sugeridas no III Manifesto pela educação.

https://youtu.be/ZId0EQGeYuo



Neste início de ano, está circulando na mídia um filme, que é sugerido para os professores passarem aos pais nas primeiras reuniões do ano.

No referido filme/documentário, chamam os pais para uma reunião numa tradicional escola do Rio de Janeiro e convidam os pais de alunos da quarta série para realizarem a mesma prova que seus filhos realizaram. Filme citado no vídeo: https://youtu.be/sPmpRO60m30



Jamais estou aqui fazendo apologia do final da família tradicionalmente constituída e muiuto menos negando a grande influência da família na formação do carater do indivíduo. Pelo contrário, compreendo que filhos de famílias disfuncionais necessitam de mais resiliência para superarem suas dificuldades enquanto filhos de famílias afetivamente ajustadas que oferecem alfabetização emocional a seus filhos, são indivíduos com maior elasticidade e adaptabilidade na solução de conflitos ou resolução de frustrações.

Quero enfocar aqui esta filosofia simplista que garante aos pais que participam do ensino de seus filhos o sucesso e aos que não participam o fracasso.

Talvez pelo fato de ser filha de educadores sociais (mãe alfabetizadora e pai Mestre Profissional) que por longos anos lecionaram e educaram meninos abandonados por suas famílias ou acautelados pelo governo, eu tenha desenvolvido dentro de mim e transferido para a minha prática educacional a crença de que o profissional da educação necessita se capacitar para educar, reeducar, alavancar, auxiliar e instruir o educando, constituindo uma relação de ganha/ganha; aprende/aprende.

Quando escuto professores diagnosticando que meninos problemas são problemas porque a família se furta de suas obrigações e responsabilidades ou até mesmo que os melhores alunos são os acompanhados pelos seus pais, fico a pensar que filosofia é esta que impulsiona os profissionais a acharem um culpado para os problemas comportamentais, emocionais e de ensinagem?

Para mim, esta é uma corrente filosófica que denomino de Pôncio Pilatos,(governador da Judéia na época de Jesus http://pensador.uol.com.br/frase/OTgzNjA5/) pois, assim como este lava suas mãos após ter condenado Jesus à morte, dizendo que, para ele o homem é inocente mas, a multidão prefere Barrabás. Associo este comportamento ao da escola que diz: O menino é bom e inteligente, mas nada podemos fazer uma vez que a família não colabora.

Convido você a refletir se não seria melhor, quando a família não colabora o PROFISSIONAL DA EDUCACAO ser capacitado para,  sem o auxílio da família, alavancar o aluno para o crescimento pessoal e estudantil.  

Outro aspecto da questão é que esta filosofia é tendenciosa e cheia de preconceitos, sendo defendida tradicionalmente pela classe privilegiada que acredita que filho de peixe é peixinho, ou seja, filho de médico é médico, porém se o filho do analfabeto se esforçar ... e se ele não venceu é porque não se esforçou o suficiente. Muito preconceito continuísta junto.

O que temos de lutar é por uma escola mais formativa, cujo ensino NAO seja calcado na lição de casa que auxilie a família a formar hábitos,  valores morais e éticos com seus filhos uma vez que este é o papel da família e não ensinar a ler, a pesquisar,  a fazer contas, a interpretar.

Podemos ter uma escola que respeitando a cultura familiar e comunitária possa auxiliar a família a ter uma relação afetiva positiva valorizando a formação de hábitos e valores como solidariedade, compartilhamento, responsabilidade social, sustentabilidade e principalmente ter uma relação amorosa que privilegia e promove a cidadania e a democracia.


Convido todos a conhecerem o III Manifesto pela Educação <curto.co/3manifesto> que oferece soluções para Mudar a Escola, Melhorar a Educação: Transformar um País.

curto.com/3manifesto



sexta-feira, 16 de outubro de 2015

ESCOLA PARTICULAR DEVE COBRAR TAXAS A MAIS PELA EDUCAÇÃO DE DEFICIENTES?


Tenho acompanhado pela mídia uma verdadeira batalha judicial a respeito da legalidade ou não de cobrança, por parte das escolas particulares, de taxas extras pela prestação de serviços educacionais de estudantes com deficiências..
Para você se inteirar mais sobre o posicionamento da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil); Sindicato dos Proprietários de Escolas Particulares e outros órgãos pode ler notícias referentes no link: http://www.inclusive.org.br/?p=28447
Tendo sido proprietária de escola particular inclusiva por mais de 20 anos (desde o tempo em que a lei não considerava as deficiências questões da educação e sim da saúde) compreendo o investimento financeiro que a escola tem para capacitar seus colaboradores, contratar cuidadores específicos, adaptar suas instalações e mobiliário para oferecer um serviço de qualidade e VERDADEIRA INCLUSÃO ao estudante portador de uma, algumas ou muitas necessidades especiais.
No entanto também compreendo que ter um estudante que traz, em seu dia a dia, desafios educacionais, físicos, emocionais e sociais é um “cartão de visita” a qualquer escola, pois a simples presença e interação deste indivíduo com os ditos “normais” enriquece tanto esta instituição que a propaga elevando-a ao patamar de “escola capaz de atender a todos e a cada um”.
Por este segundo motivo, inúmeras vezes, ao longo da vida de minha escola, 1972-1994, ofereci gratuidade ou descontos significativos às famílias de tais meninos e meninas, por ter conhecimento que as mesmas sempre estavam em labuta financeira para arcar com os altos custos dos medicamentos, das camas e cadeiras especiais, dos aparelhos fisioterápicos adequados, dos tratamentos dentários especializados, do pagamento das fonoaudiólogas, psicólogas, neuropediatras e outros profissionais que são necessários para a composição da rede que deve se formar envolta de todos e de cada um dos estudantes. Aliás, acho que a luta deve ser também para GARANTIR gratuidade nos diagnósticos, acessórios e demais cuidados citados acima.
Após anos recebendo e atendendo muitos meninos e meninas com descontos em suas mensalidades e até gratuidade, posso afirmar que nunca me arrependi ou tive algum prejuízo financeiro, pelo contrário, naquele tempo recebi diferentes respostas de pais ao responder a clássica pergunta: “Por que escolheu esta escola para seu filho?” entre elas destaco duas bem comuns: “Vi o trabalho que esta escola fez com o fulano que está bem desenvolvido e tenho certeza de que o meu, que não tem todos os comprometimentos dele, vai se desenvolver muito por aqui.”; ou mesmo “Porque quero que meu filho aprenda a conviver com todo tipo de pessoas”.
Na época tinha o prazer de atender estas crianças e capacitar a mim e a equipe para cumprirmos com o conceito de inclusão que definimos assim: “O aluno estará incluso em sua comunidade escolar quando apresenta constantemente progressos cognitivos e progressos na construção de sua auto-imagem positiva; demonstrando que está desenvolvendo a confiança em si mesmo, se relacionando socialmente com todos, tomando consciência de si mesmo, construindo sua cidadania e conquistando sua autonomia.”
Hoje tenho como verdadeiro premio, o TROFÉU de saber que contribuí com a inserção e dignidade de muitos cidadãos, pois TODOS NÓS E CADA UM DE NÓS temos MUITAS necessidades especiais.

Como diz Maria Teresa Eglér Mantoan “Inclusão é o privilégio de conviver com as diferenças.”