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terça-feira, 16 de outubro de 2012

MINHA HOMENAGEM A NÓS PROFESSORES-2012


Em meio a estas obras de artes das Mãos de Deus (orquídeas) e das mãos humanas (argila, quadros...) deparei com uma figura que é fundamental nas duas: O MESTRE!


                        Na primeira o MESTRE dos MESTRES Jesus!


                                   Na segunda o professor. 

Esta profissão tão desvalorizada pelos políticos que administram nosso país, nosso município pois não lhes proporcionam um tão sedutor PLANO de CARREIRA, que motivaria grandes cérebros se esforçarem para serem professores. 


Mas nos resta algo para comemorar: 

Aqueles que estão na labuta são idealistas. 

Por mais frustrados que o estejam, por mais stressados que o estejam...por mais questionadores quanto a continuidade de suas profissões que estejam SÃO VERDADEIROS HERÒIS. 


PARABÉNS PROFESSORES E PROFESSORAS!




Vamos orar para que, assim como o Rei dos Reis faz florescer as orquídeas, Ele sensibilize nossos políticos para que aprovem leis que façam florescer nossas carreiras.


sexta-feira, 1 de junho de 2012

FAMÍLIA

Sou a terceira de 5 filhos que os educadores sociais Guilherme Paschoalick e Maria Alzira Corrêa Paschoalick tiveram.

Sou a de vermelho da direita, na época tinha 9 anos, meu irmão Guilherme, hoje dentista, era bebê e está no colo de minha tia materna Joanita, minha irmã Zelinda é a pequena menina de 5 anos no colo do papai, a de colar azul é minha irmã, a sempre elegante, Maria Eliza e a de blusa florida a Beth.
Crescemos no Instituto Agrícola de Menores de Batatais onde mamãe era professora alfabetizadora de meninos de todas as idades (talvez aí tenha nascido minha crença de que todos os seres humanos são capazes de se alfabetizar – o que precisa é ambiente de letras e valorização das conquistas- assim como o professor dominar diferentes maneiras de ensinar).
Papai, também no mesmo Instituto, moravamos lá, era mestre profissional e tinha a incumbência de soltar na rua os menores que faziam 18 anos já profissionalizados e capazes de exercer uma profissão. (E ele levava isto muito a sério acreditando na recuperação dos menores abandonados ou presos por medidas corretivas, hoje sócio-educativas).


Por ser um Instituto Agrícola as profissões que papai desenvolvia com os internos eram: apicultura, jardinagem, zootecnia, padaria, marcenaria e eu aprendi a fazer contas ajudando meu pai a calcular os juros e porcentagens em uma ficha que ele inventou em uma cooperativa que ele inventou para os meninos ganharem um dinheiro e ao saírem com 18 anos terem um dinheirinho na poupança. (Coisas de ilusionário da década de 50-60 na extinta FEBEM-SP)
Mas estou escrevendo este artigo para publicar um trecho do livro “O Arroz de Palma" de Francisco Azevedo que li no blog de minha amiga Alessandra Rocha.

"Família é prato difícil de preparar. São muitos ingredientes. Reunir todos é um problema... Não é para qualquer um.
Os truques, os segredos, o imprevisível. Às vezes, dá até vontade de desistir... Mas a vida... sempre arruma um jeito de nos entusiasmar e abrir o apetite.
O tempo põe a mesa, determina o número de cadeiras e os lugares.
Súbito, feito milagre, a família está servida.
Fulana sai a mais inteligente de todas. Beltrano veio no ponto, é o mais brincalhão e comunicativo, unanimidade. Sicrano, quem diria? Solou, endureceu, murchou antes do tempo. Este é o mais gordo, generoso, farto, abundante. Aquele o que surpreendeu e foi morar longe. Ela, a mais apaixonada. A outra, a mais consistente... Já estão aí? Todos? Ótimo.
Agora, ponha o avental, pegue a tábua, a faca mais afiada e tome alguns cuidados.
Logo, logo, você também estará cheirando a alho e cebola. Não se envergonhe de chorar. Família é prato que emociona.
E a gente chora mesmo. De alegria, de raiva ou de tristeza. Primeiro cuidado: temperos exóticos alteram o sabor do parentesco.
Mas, se misturadas com delicadeza, estas especiarias, que nos parecem estranhas ao paladar tornam a família muito mais colorida, interessante e saborosa.
Atenção também com os pesos e as medidas. Uma pitada a mais disso ou daquilo e, pronto: é um verdadeiro desastre.
Família é prato extremamente sensível. Tudo tem de ser muito bem pesado, muito bem medido.
Outra coisa: é preciso ter boa mão, ser profissional. Principalmente na hora que se decide meter a colher.
Saber meter a colher é verdadeira arte. Uma grande amiga minha desandou a receita de toda a família, só porque meteu a colher na hora errada.
O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família perfeita.
Bobagem. Tudo ilusão. Não existe Família à Oswaldo Aranha; Família à Rossini, Família à Belle Manière; Família ao Molho Pardo (em que o sangue é fundamental para o preparo da iguaria).
Família é afinidade, é à Moda da Casa. E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito.
 Há famílias doces. Outras, meio amargas. Outras apimentadíssimas. Há também as que não têm gosto de nada, seria assim um tipo de Família Dieta, que você suporta só para manter a linha.
Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo. Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir.
Enfim, receita de família não se copia, se inventa. A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando e transmitindo o que sabe no dia a dia.
A gente cata um registro ali, de alguém que sabe e conta, e outro aqui, que ficou no pedaço de papel. Muita coisa se perde na lembrança.
Principalmente na cabeça de um velho já meio caduco como eu. O que este veterano cozinheiro pode dizer é que, por mais sem graça, por pior que seja o paladar, família é prato que você tem que experimentar e comer. Se puder saborear, saboreie.
Não ligue para etiquetas. Passe o pão naquele molhinho que ficou na porcelana, na louça, no alumínio ou no barro.
Aproveite ao máximo.
Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete.

(Trechos do livro "O Arroz de Palma" de Francisco Azevedo)
Agradeço a Deus pela minha família.
Um beijo em todos os meus irmãos, sobrinhos, netos, sobrinhos netos.
Meu pai colocou o mesmo nome em nós três as filhas mais velha para que ao chamar:
Eli... za ... beth ... as três correcem a ver o que ele desejava.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

ESCANDALOSO ANÚNCIO NO MURAL DA UFU



Estava eu saindo de um treinamento na Universidade Federal de Uberlândia quando me deparo com um anúncio no mural onde se ofereciam para fazer teses de término  de cursos de graduação ou pós graduação e quem sabe até mestrado!
O anúncio é este:


 
É uma escandalosa materialização da grande crise de nosso Ensino Fundamental que reflete no universitário. Já escrevi sobre isto no endereço


O pior é que é uma crise que reflete na moral, na ética, na profissionalização do aluno e até na motivação dos professores que sabem estar corrigindo trabalhos encomendados por seus alunos.


Conheço profissionais que prestam serviços ensinando, orientando e acompanhando alunos a elaborarem suas teses. Mas não é o caso deste anúncio que deixa bem claro o verbo fazer, realizar, executar.
Bem, fica aqui meu registro e meus pareceres.







DESCASO ESCANDALOSO AO PEDESTRE E TRANSEUNTE

Fico impressionada como nosso povo é ordeiro, pacífico e conformado. Será influência do slogan da bandeira: Ordem e Progresso? Ou será herança do tempo em que fomos colonizados pelos portugueses? Ou será herança do coronelismo...ou produto da ditadura ...
Bem, eu que sou produto de um professor perseguido na ditadura e que no afã de
O fato é que o executivo da cidade de Uberlândia faz gato e sapato da população que anda a pé e utiliza o transporte público.
O escandaloso descaso é materializado em uma das avenidas mais movimentadas da cidade onde dizem transitar cem mil pessoas por dia. Em nome de estar melhorando coloca o povo condenado a andar metros e metros em um corredor apertado e improvisado com duração de meses e meses e ainda por cima correndo risco de atropelamento pois é protegido por apenas uma fina tela de fio de naylon.
Tirei esta foto para você ter uma idéia do que estou falando. Observe a distância em que a estação está da faixa de travessia de pedestre.
Desejo muito que alguém do SERVIÇO PÚBLICO me explique quais foram os estudos técnicos que possibilitaram a decisão de instalar a faixa de segurança tão distante da estação.
Tal faixa está tão longe que se eu a incluísse na foto o leitor não identificaria a estação de ônibus, então optei em deixar a faixa fora da foto assim como o serviço de trânsito municipal optou em deixar a faixa muito distante da estação.
Interessante que do lado em que os pedestres têm acesso a um shopping próximo à estação, neste lado sim, a travessia é bem na porta da estação. Até parece que o transporte público é do shopping...
Do lado contrário ao shopping a faixa é tão distante que o pedestre precisa até atravessar uma rua. Não entendo porque a faixa necessitou ser depois desta rua e não na mesma altura da faixa do lado do shopping. 






 
Mais uma vez chamo sua atenção para observar que a rua, que virou contra mão, ainda não teve seu pare apagado e uma faixa de segurança traçada no local. Deve ser muito difícil para a prefeitura, em meio a tantas obras, traçar uma faixa de segurança no chão.  E o que é pior, os carros vêm por trás do pedestre e em alta velocidade pois estão saindo de um viaduto elevado que termina em uma boa descida.
Mas, voltando ao tenro e escandaloso corredor improvisado, outro descalabro é a estreiteza do corredor. Tirei uma foto conduzindo crianças.
 

 
Vejam como ficou impossível levá-las sem um total desconforto e insegurança... Observe a tênue rede que separa minhas crianças do ônibus que trafega ao lado.
Peço que atente para o fato deste corredor ser duas mãos, para quem vai e para quem vem. Infelizmente não pude tirar uma foto na hora do grande movimento porque iria atrapalhar este povo pacífico que vai e vem para seu trabalho ou seu lazer e que faz uso deste corredor estreito várias vezes por dia.
Será que um dia terei respostas sobre quais são os motivadores deste SETRAN do município de Uberlândia? 

quinta-feira, 26 de abril de 2012

A FERA DENTRO DE MIM



Há uma fera que tosqueneja dentro de mim. Uma soneca tão leve que qualquer injustiça ou desrespeito a desperta, ascende e acende sua bestialidade.

Desde que li na Bíblia em Tiago 3 que “a sabedoria que do alto vem é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia” e ainda afirma no versículo 14 que “espírito faccioso aí há perturbação e toda a obra perversa” tenho clamado ao Senhor que amanse esta fera dentro de mim.

Hoje ela despertou logo pela manhã.

Estava eu esperando o ônibus, ao lado de um fiscal com jaleco da prefeitura municipal quando se aproximou um cidadão idoso e disse ao fiscal do terminal que um determinado motorista de tal ônibus havia dado um solavanco tão grande no ônibus que ele ficara com a cabeça ferida.

Ao ouvir isto o fiscal lhe orientou que o mesmo se dirigisse a uma uai para verificar se realmente estava ferido.
Ah! A fera despertou dentro de mim e "desci os cachorros" no fiscal.

_Onde se viu mandar o senhor ao posto de saúde? Se fosse a senhora sua mãe, com certeza você não aconselharia assim. A obrigação do transporte público é levar este senhor ao Posto de Saúde, dar-lhe toda a assistência e assegurar-se de que o mesmo está bom pois o mesmo machucou-se dentro de um transporte público. E ainda por cima fazer ocorrência pois sem ocorrência fica o transporte público classificado como um transporte perfeito, sem reclamações e acidentes. 



Ah! Meu Deus! Eu quero que o Senhor  DOME MINHA FERA para que ela se indigne sim, mas com sabedoria, mansidão e calma.

Mas longe de mim que a mesma fique boba e quieta em um canto pois os descalabros estão a todo redor.

Que Deus nos auxilie a votar com consciência nas próximas urnas e que os políticos tenham mais temor em lidar com dinheiro público de um povo suado e trabalhador que lota os pontos de ônibus.

Que Deus tenha misericórdia de nós.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Voltei a caminhar!!!!!!

Depois de 16 anos de sedentarismo resolvi voltar a caminhar.

Motivada por minha amiga e irmã em Cristo Isnalda, maestrina da Banda Acordes de Sião, agendei-me para caminhar das 17h30 às 19h00.



                                      Esta é Isnalda quando paramos para uma foto histórica.



Pensa que caminharemos todos os dias?

Não!!!! Os dias escolhidos foram segunda, quarta e sexta.

O lugar escolhido foi o lindíssimo Parque do Sabiá, cuja volta na pista de caminhada mede 5 km.

                                     O Parque está lindíssimo! Super bem cuidado e bem organizado.

          O Carrijo, que também emagreceu uns 100 kg. e há mais de 10 anos é um homem magro, tem feito um bom trabalho na administração do Parque do Sabiá.

Desde 1995 que eu não caminhava. Naquela época fazia 8 km por dia ou subia a  Afonso Pena até a torre da CTBC e descia a João Pinheiro ou  dava voltas na pista do Praia Clube ou mesmo da Praça Sergio Pacheco que ficava pertinho da escola.

De lá para cá engordei 104 Kg. e emagreci 104 kg.

Neste período só caminhei pelo calçadão da praia do Estoril em Portugal com minha amiga Marcia Saraiva e seu bonito cão.

Mas caminhei uma só vez, um só dia e metade do percurso que a Márcia faz costumeiramente.

                                Eu e Márcia Monteiro Saraiva caminhando no calçadão da Praia do Estoril.

                                  Eu e o Dr. Silvio Saraiva - cirurgião plástico - numa pequena
                                                                 caminhada entre
                                o supermercado e a casa dele no jardim do cassino do Estoril.
                                                Já era o começo de minha retomada.

  Ah! Ía me esquecendo:
                                          caminhei também um pouco pela neve em Estokolmo...


                                 pelas calçadas da Itália com minha sobrinha Adriana e...


                                                pelas praias de Portimão...


                                             E caminhei muito pelas lojas de chinês e shopping.

Mas caminhar por um bom tempo, em um bom rítmo só agora no Parque do Sabiá onde tem estátua de papagaio.

                            Agora foi a minha vez de tirar retrato com o papagaio que não é o Louro José.
                                                  Observem minha cara de cansada!!
                                             Esta vida de caminhante não é fácil não!!!!

E peço à Deus que eu continue sendo uma mulher magra por todos os dias de vida que Ele reservou para eu passar neste mundo.

Manter-me uma mulher magra não tem sido tarefa fácil mas creio que Deus ouve minhas orações e me dá disciplina para comer e persistência na disciplina.

Está sendo muito difícil. Hoje mesmo estou aqui na casa da minha irmã Beth a escrever esta história e já comi: melancia, banana, amendoím japonês, barrinha de cereal e um monte de água de coco.

Só Jesus na causa...

Falando em água de coco eu e Isnalda demos uma boa descansada tomando água de coco depois de nossa caminhada.


Creio que terei muitas histórias destas caminhadas para contar.

Só para começar no segundo dia deu uma chuva daquelas... Nós muito animadas fomos assim mesmo, mas ficamos em pé debaixo de um telhado por uma hora e a chuva "de verão" não passava...derrubou árvores, fez um bom estrago e voltamos murchas e tristes.

No terceiro dia fomos todas animadas e pumba... perdi as chaves do carro no gramado onde abaixei para amarrar o tênis...

Ainda bem que a Isnalda voltou e achou as chaves pois se lembrava do lugar onde eu abaixara.

Bem, vejamos quais serão os próximos acontecimentos...

Encontramos sempre um monte de pessoas conhecidas e tem sido muito bom.

Ah! Tem muita gente querendo montar um pelotão e caminhar junto: Natália... Elisoá...Irinéa...VEJAMOS!

Inté mais...

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Eu e meus pés 42;43;44

Todos vocês que me seguem sabem que emagreci 104 kg. Se ainda não sabe saiba agora lendo

http://elypaschoalick.blogspot.com/2011/06/como-passei-de-180-kg-para-78-kg.html

Então, lembra-se de mim gorda?
Eu era risonha, feliz e charmosa.
Nada me impedia de viver a vida!

Mesmo de sandálias havaiana porque meus pés estavam muito inchados e , como calço 42 no Brasil e 43-44 na Europa, não havia sapato que cabia em meus pés inchados.


Eu só ficava nervosa quando eu reclamava de alguma dor ou mal estar e os médicos e pessoas diziam a célebre frase condenatória: É A GORDURA!!!!

Costumava reclamar: Se eu tiver dor na orelha o médico diz que é a gordura... Que raiva!!!!

Mas não é que depois de emagrecer 104 quilos até minhas unhas encravadas melhoraram? Minha pressão arterial não subiu mais, minhas costas não doeram, meus joelhos não estalaram, minha respiração não ficou arfante, minha asma sumiu e até de roncar eu parei, ou melhor...diminuuiu...

E sapatos, agora eu os tenho de todos os modelos: botas, botinhas, botonas, baixos, altos, fechados, abertos... É uma beleza.

Hoje mesmo fui a uma loja aqui na Alemanha e comprei um sapato 43 que me serviu direitinho. Se eu fosse gorda ele não serveria com ceteza.

Olha aí eu e o missionário Luiz Pfeifer na porta da loja na Alemanha.



Bem, mas aí vai meu sapatinho, não é gracioso?



Gostaram do "sapatinho" que comprei na Alemanha? E olha que tinham varias cores para escolher.
Lembrei-me quando a única loja do Rio de janeiro que vendia sapato do meu número era uma loja na Ilha do Governador, especializada em pés de africanos e tinha na vitrine tenis 64. Uma vez entrei nesta loja que se chamava Lojas Saletes e comprei 10 tenis um de cada cor e com estrelinhas. Foi a primeira e única vez que vi tais tenis do meu tamanho.


Nunca mais, hoje se eu quiser um tenis tem que ser uns tais de UNISSEX que na verdade são masculinos.

 Hoje, em São paulo, no terminal do metrô Tatuapé há uma loja chamada Romão que vende sapatos de tamanho especiais.

Olha eu aí com as botas da Romão calçados. Eu brinco:

Já fui elefante e agora sou GIRAFA!

É salto para ninguém colocar defeito.

Hoje meus problemas com os pés são bem menores pois além de ter mais gente de pés grandes ainda não estou com os pés gordos.

Quando menina-moça sempre tive complexo de inferioridade e me achava a própria irmã da Cinderela que queria o príncipe mas para isto precisava cortar parte dos pés.

Aí mudei-me para São Paulo e encontrei uma Matarazzo, mulher muito rica,  que calçava o meu tamanho e aí ela me deu as formas dos sapatos e consegui um sapateiro que morava na Duque de Caxias, perto da rodoviária, que fazia sapatos usando aquela forma. Brincava e superava meu complexo de inferioridade com os pés grandes dizendo que eu tinha pés de rico. Até que passado uns anos ele morreu e lá fiquei eu com problemas novamente.

Depois uma aluna minha passou a calçar 41 e me dava alguns de seus sapatos, mas ficavam apertadinhos... mas tudo bem... depois engordei muito e só a sandália havaiana.

As irmãs da igreja bordavam as sandálias havaianas bem bonitas.

A Havaiana abriu franquias de sandálias costumizadas, corri para comprar, mas nada...

Que decepção!!!! As femininas íam somente até 39...40 no máximo.

Mas Deus que tudo olha e me providencia, assim que eu emagreci, mandou uma amiga minha me dar uma mala cheia de sapatos de todas as cores e todos os modelos que me serviam.

Foi uma festa.

E por aí vai... Já são quarenta e tantos anos que tenho este tamanho de pé... Mas agora com esta geração nova parece que as coisas vão melhorar.

Olha eu aí com minha outra bota preta. Que riqueza e fartura de calçados.



Ao fundo os tradicionais vendedores de castanhas assadas da Europa.

Mas precisei chegar aos 60 anos para ouvir o Luiz falando, ao olhar para meu "sapatinho alemão" que  ao embrulhar a vendedora esqueceu e colocou apenas um daqueles suportes para não amassar os sapatos: "Ely, ela esqueceu o outro remo!".

Ainda bem que eu amo muuito o Luiz e que Jesus já me curou da baixa estima e que eu consegui rir muito de meu sapato canoa. O pior é que quando eu era gorda se eu pusesse meus sapatos perto de minhas "calcinhas" as pessoas perguntavam quando é que eu ía velejar.rs, rs...rs...

Auto-estima boa é assim, me olho no espelho e me sinto um LEÂO!






Dizem que meu sapato é canoa e eu me sinto modelo de Renoir:




Brincadeiras à parte, quero aqui me solidarizar com todas as pés grandes que com certeza têm as mesmas dificuldades que eu.